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Lucro da construtora Rossi cresce 72% em 2010

A construtora e incorporadora Rossi Residencial registrou lucro líquido de R$ 91 milhões no quarto trimestre do ano passado, com alta de 28% ante igual período em 2009. Considerando todo o ano de 2010, os ganhos chegaram a R$ 350 milhões, com crescimento de 72%.


Nos últimos três meses do ano, a receita líquida apresentou expansão de 49%, para R$ 711 milhões. No ano, passou de R$ 1,6 bilhão para R$ 2,5 bilhões devido ao aumento nos lançamentos, percentual vendido e maior evolução das obras.

Em 2010, foram lançados 104 empreendimentos, sendo 66 no segmento econômico e outros 38 empreendimentos entre convencionais e comerciais.
De acordo com os dados divulgados pela companhia, a Rossi encerrou o ano com 241 empreendimentos em andamento e 3.768 milhões de metros quadrados de área em construção.

A empresa está presente em 85 cidades distribuídas em 17 Estados, além do Distrito Federal.

Fonte: Folha UOL

Apesar dos Cortes, BANCOS priorizam habitação

O corte de R$ 5,1 bilhões no programa habitacional Minha Casa Minha Vida, promovido nessa semana pelo governo federal não trará impactos negativos nas carteiras de créditos dos bancos - os maiores fornecedores de crédito ao setor no País.

O segmento, que este ano será puxado pelo setor imobiliário com um volume maior de contratações feita por pessoa jurídica, permanecerá inalterado. A sinalização veio dos bancos de grande porte procurados pela reportagem do DCI.

Para Marcello Gomella, professor da Universidade Anhembi Morumbi, o corte nada mais é que uma forma de o governo justificar os gastos e só foi empregado no programa habitacional, porque o Brasil conta com outras ferramentas para acabar com o déficit habitacional. "O governo tem de dar uma resposta à população sobre os seus gastos. Mas, o setor da construção civil continuará a crescer", afirma.

O especialista diz que um dos fatores que pode ter levado o governo a intervir no programa foi a falta de espaço para a construção dessas residências. "O governo enfrenta a falta de terrenos para suprir a demanda criada no passado", diz Gomella, acrescentando que investimentos no setor não faltarão. "O crédito existe em abundância, e recursos como o Fundo de Garantia e os consórcios podem segurar o setor", diz.

A Caixa Econômica Federal, ao divulgar o balanço com os resultados do quarto trimestre, informou que a projeção para a carteira de crédito da instituição é de crescimento de 30%. Procurada pelo DCI para comentar as possíveis consequências do corte, a Caixa preferiu não se pronunciar sobre o assunto. No ano passado, o banco foi responsável por 44,6% dos financiamentos de imóveis usados no Estado de São Paulo, sendo líder no mercado segundo o Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP). Neste ano, a Caixa entregará 573 mil moradias nova adquiridas pelo Minha Casa Minha Vida.

Gomello, quando questionado sobre o impacto do corte no Caixa, afirmou que será algo pequeno e o banco não sentirá a queda. "A Caixa continuará sendo a maior provedora de crédito habitacional. Isso não vai mudar, o que será sentido é uma menor atividade do setor", afirma.

O Itaú Unibanco, que manifestou a intenção de explorar esse nicho do mercado de crédito, acredita no potencial do setor imobiliário. Em encontro recente com a imprensa, o presidente da instituição Roberto Setubal, afirmou que o mercado tem espaço para crescer. "Crédito Imobiliário no Brasil corresponde a 3% do Produto Interno Bruto [PIB], enquanto em outros países chega a 20% do PIB. Isso significa que existe um grande espaço para crescimento", afirmou.

O Bradesco também mantém as projeções de crescimento de 19% em sua carteira de crédito para este ano, baseado na pessoa jurídica, que não será afetada com o corte orçamentário, visto que o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida é destinado a pessoa física de baixa renda.

Segundo o banco, os cortes não interferem em nada nas operações de crédito da instituição e que mantém as projeções para 2011. O Banco do Brasil analisa os impactos das medidas e não quis se pronunciar sobre o assunto.

A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) projeta para 2011 expansão de 51% no volume financeiro de financiamento de imóveis, por meio do Sistema de Poupança e Empréstimo (SBPE).

Os dados da associação vão de encontro com as previsões de mercado esperadas para este ano. Gomella ressaltou a saúde financeira das empresas de construção, que recentemente fizeram Oferta Pública Inicial (IPO da sigla em inglês), que significa dinheiro em caixa para progredir ao longo deste ano. "Construtoras listadas na BM&F Bovespa fizeram IPO recentemente para arrecadar capital, os bancos estão sempre em perfeita ordem financeira, então esse medida não abalará nem o mercado financeiro, nem o imobiliário", diz.

No caso do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul), o presidente Rubens Bordini, disse que pretende conseguir expansão de até 25% na carteira de crédito imobiliário do banco, passando a R$ 1,5 bilhão em 2011.

Fonte: Jornal DCI- 02/03/2011 (Flávia Milhassi)

"Minha Casa, Minha Vida 2" será maior e pode incluir BB

No que depender das expectativas de representantes do setor imobiliário, a segunda etapa do programa "Minha Casa, Minha Vida", prevista para ser lançada ainda este mês pelo governo federal, tem condições de superar com folga os resultados obtidos na sua primeira fase.

Prestes a completar um ano do lançamento, o programa deve resultar na entrega de cerca de 300 mil unidades prontas até dezembro de 2010, conforme dados da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção). As demais serão construídas até o final de 2011, se forem de fato contratadas ainda este ano.

Até 1º de março, foram contratadas 330.191 moradias no âmbito do programa, volume inferior à meta da Caixa Econômica Federal de 400 mil unidades em 2009. Os projetos apresentados à instituição foram bem mais elevados, representando 725.269 unidades.

O desempenho do programa atual, porém, não levou a uma revisão do prazo final estabelecido pelo governo em 25 de março do ano passado: contratar 1 milhão de moradias até o final de 2010.

A adoção de um único banco como agente financiador --a Caixa-- é apontada como um fator a ser revisto na segunda etapa do programa, que pode incluir o Banco do Brasil, segundo o presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), Sergio Watanabe.

"O BB já começou a se mobilizar para aperfeiçoar sua estrutura em crédito imobiliário. A entrada de outros agentes no programa agilizaria as contratações e evitaria atrasos."
O presidente do Secovi-SP, sindicato que representa o setor de habitação em São Paulo, João Crestana, acredita que a meta de 400 mil unidades contratadas em 2009 era, na realidade, um desafio interno. 'A Caixa não é o mecanismo mais ágil em termos de contratação. Mas, apesar da burocracia, está fazendo sua parte', disse.

A CBIC acredita que o "Minha Casa, Minha Vida 2" deve ser lançado em 29 de março, juntamente com a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).
O presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, espera que a nova etapa inclua 3 milhões de residência e subsídios governamentais de R$ 48 bilhões a R$ 72 bilhões. A primeira edição do "Minha Casa, Minha Vida" previa R$ 34 bilhões em empréstimos e subsídios para 1 milhão de residências.

Para suprir a carência de 5,6 milhões de moradias no país, com base em dados de 2008, seriam necessários, em média, 15 anos e cerca de R$ 400 bilhões, segundo estimativa do Secovi-SP.

Falhas

Representantes do setor são unânimes ao apontar que as falhas do primeiro ano do programa devem servir de aprendizado.

A ampliação das metas para famílias que ganham até três salários mínimos e a revisão de valores para construção de moradias em grandes centros urbanos --onde o deficit é mais acentuado-- são citadas como prioridades.

"Independentemente do tamanho da segunda fase, é preciso atacar a questão fundiária, reservando um percentual mínimo de 10% dos lotes para a habitação de interesse social e admitindo a construção de grandes conjuntos habitacionais", afirmou Simão, da CBIC.
A combinação de falta de terrenos adequados em cidades como São Paulo e Belo Horizonte com a alta necessidade de subsídios do governo para se construir moradias para a chamada baixíssima renda, contudo, não impediram o atendimento dessa faixa da população, ainda que em cidades menos necessitadas.

Do total de unidades contratadas até março, 198.685 foram destinadas a quem ganha até três salários.

"O programa podia ter sido pensado com mais calma para atender grandes centros. Faltou certo planejamento nesse sentido, alinhando a atuação conjunta entre governos federal, estadual e municipal", observou o analista Henrique Koch, do BB Investimentos.
"Isso pode ser corrigido na próxima edição. A preocupação agora é que esse tipo de programa não seja interrompido, seja qual for o governo que estiver no poder", acrescentou.

Desde 2000, investimento em imóveis rendeu 738%

Os imóveis comerciais brasileiros deram rentabilidade média de 738% a seus investidores de 2000 a 2010, mostra o novo índice calculado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). Esse número inclui a valorização dos imóveis e também ganhos com renda, como aluguéis. A rentabilidade média anual foi de 22,1% nos últimos 11 anos. A maior variação foi registrada no ano passado: 33,5%.

O objetivo do IGMI-C (Índice Geral do Mercado Imobiliário Comercial), lançado sexta-feira na BM&FBovespa, em São Paulo, é dar maior transparência à formação dos preços de venda e locação de escritórios, shoppings, hotéis e áreas comerciais e industriais. Com isso, espera-se um estímulo ao aumento dos negócios no setor.

O índice também servirá para o governo acompanhar a evolução do mercado, mas não permitirá, por enquanto, avaliar se existe uma valorização excessiva dos imóveis no país.
“Não é possível saber, com base no IGMI-C, se existe uma bolha imobiliária. O índice só permitirá isso depois que ocorrer a primeira bolha. Então, será possível comparar uma possível nova bolha com os fundamentos econômicos passado para verificar se o quadro está se repetindo”, afirmou o pesquisador da FGV, Paulo Picchetti.

A divulgação do índice será feita a cada três meses, e o resultado do primeiro trimestre de 2011 sai em abril.
Em dezembro de 2010, o índice refletia informações de 190 imóveis comercias, espalhados por 17 Estados -a maioria localizada em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Bahia. Segundo Picchetti, esse número já é suficiente para calcular um índice nacional, principalmente considerando o valor dos imóveis da mostra (que não pode ser revelado).

A intenção da fundação é aumentar a base de dados e criar subíndices por Estados e tipos de imóveis. Por enquanto, há apenas taxas separadas para São Paulo (rentabilidade de cerca de 500% nos últimos 11 anos), Rio de Janeiro (cerca de 800%), escritórios (cerca de 400%) e shoppings centers (cerca de 1.650%).
O índice foi desenvolvido com patrocínio de 26 entidades e empresas do setor financeiro e imobiliário. O presidente da Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Privada), José de Souza Mendonça, disse que o índice será importante para aumentar a liquidez (maior facilidade de vender devido ao maior número de negócios) dos imóveis e elevar o investimento dos fundos de pensão nesses ativos. Atualmente, apenas 2,8% do patrimônio desses fundos estão em imóveis, percentual bem abaixo do máximo permitido (8%).
Inflação

A inflação sentida por famílias de baixa renda quase dobrou em janeiro, informou a Fundação Getúlio Vargas. O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), usado para mensurar o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos, avançou 1,40% no mês passado, após mostrar alta de 0,86% em dezembro. Com o resultado o índice acumula alta de 7,41% em 12 meses.
A taxa do IPC-C1 em janeiro ficou acima da inflação média apurada entre famílias com ganhos maiores, que têm renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos.

Fonte: Folha de São Paulo

IGPM Histórico

 IGP-M/FGV é calculado mensalmente pela FGV e é divulgado no final de cada mês de referência.
O IGP-M quando foi concebido teve como princípio ser um indicador para balizar as correções de alguns títulos emitidos pelo Tesouro Nacional e Depósitos Bancários com renda pós fixadas acima de um ano. Posteriormente passou a ser o índice utilizado para a correção de contratos de aluguel e como indexador de algumas tarifas como energia elétrica.
 O IGP-M/FGV analisa as mesmas variações de preços consideradas no IGP-DI/FGV, ou seja, o Índice de Preços por Atacado (IPA), que tem peso de 60% do índice, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% e o Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), representando 10% do IGP-M. O que difere o IGP-M/FGV e o IGP-DI/FGV é que as variações de preços consideradas pelo IGP-M/FGV referem ao período do dia vinte e um do mês anterior ao dia vinte do mês de referência e o IGP-DI/FGV refere-se a período do dia um ao dia trinta do mês em referência. A cada dez dias a FGV divulga as variações prévias que comporão o índice referente ao período completo analisado.
Atualmente o IGP-M é o índice utilizado para balizar os aumentos da energia elétrica e dos contratos de aluguéis.

Mês/anoÍndice do mês
(em %)
Índice acumulado
no ano (em %)
Índice acumulado nos últimos 12 meses
(em %)
Número índice
acumulado a partir
de Jan/10
Jan/2011
0,79
0,7900
11,4990
1.092,1834
Dez/2010
0,69
11,3220
11,3220
1.083,6227
Nov/2010
1,45
10,5592
10,2717
1.076,1970
Out/2010
1,01
8,9790
8,8043
1.060,8152
Set/2010
1,15
7,8893
7,7702
1.050,2081
Ago/2010
  0,77
6,6627
6,9925
1.038,2680
Jul/2010
  0,15
5,8476
5,7927
1.030,3344
Jun/2010
0,85
5,6891
5,1800
1.028,7912
Mai/2010
1,19
4,7983
4,1892
1.020,1202
Abr/2010
0,77
3,5659
2,8919
1.008,1235
Mar/2010
0,94
2,7745
1,9525
1.000,4203
Fev/2010
1,18
1,8174
0,2556
991,1039
Jan/2010
0,63
0,6300
-0,6559
979,5453
                               
 Tabela em Índices Percentuais


JAN

FEV

MAR

ABR

MAI

JUN

JUL

AGO

SET

OUT

NOV

DEZ

ACUMULADO
1989
-
-
-
-
-
19,68
35,91
36,91
39,92
40,64
40,48
47,13
805,76%
1990
61,46
81,29
83,95
28,35
5,93
9,94
12,01
13,62
12,80
12,97
16,86
18,00
1.699,87%
1991
17,70
21,02
9,19
7,81
7,48
8,48
13,22
15,25
14,93
22,63
25,62
23,63
458,38%
1992
23,56
27,86
21,39
19,94
20,43
23,61
21,84
24,63
25,27
26,76
23,43
25,08
1.174,67%
1993
25,83
28,42
26,25
28,83
29,70
31,49
31,25
31,79
35,28
35,04
36,15
38,32
2.567,34%
1994
39,07
40,78
45,71
40,91
42,58
45,21
4,33
3,94
1,75
1,82
2,85
0,84
869,74%
1995
0,92
1,39
1,12
2,10
0,58
2,46
1,82
2,20
- 0,71
0,52
1,20
0,71
15,23%
1996
1,73
0,97
0,40
0,32
1,55
1,02
1,35
0,28
0,10
0,19
0,20
0,73
9,18%
1997
1,77
0,43
1,15
0,68
0,21
0,74
0,09
0,09
0,48
0,37
0,64
0,84
7,73%
1998
0,96
0,18
0,19
0,13
0,14
0,38
-0,17
-0,16
-0,08
0,08
-0,32
0,45
1,78%
1999
0,84
3,61
2,83
0,71
- 0,29
0,36
1,55
1,56
1,45
1,70
2,39
1,81
20,10%
2000
1,24
0,35
0,15
0,23
0,31
0,85
1,57
2,39
1,16
0,38
0,29
0,63
9,95%
2001
0,62
0,23
0,56
1,00
0,86
0,98
  1,48
1,38
0,31
1,18
1,10
0,22
10,37%
2002
0,36
  0,06
0,09
0,56
0,83
1,54
1,95
2,32
2,40
3,87
5,19
3,75
25,30%
2003
2,33
2,28
1,53
0,92
- 0,26
- 1,00
- 0,42
0,38
1,18
0,38
0,49
0,61
8,69%
2004
0,88
0,69
1,13
1,21
1,31
1,38
1,31
1,22
0,69
0,39
0,82
0,74
12,42%
2005
0,39
0,30
0,85
0,86
 - 0,22
- 0,44
- 0,34
- 0,65
- 0,53
0,60
0,40
- 0,01
1,20%
2006
0,92
0,01
- 0,23
- 0,42
0,38
0,75
0,18
0,37
0,29
0,47
0,75
0,32
3,84%
2007
0,50
0,27
0,34
0,04
0,04
0,26
0,28
0,98
1,29
1,05
0,69
1,76
7,74%
2008
1,09
0,53
0,74
0,69
1,61
1,98
1,76
-0,32
0,11
0,98
0,38
-0,13
9,80%
2009
-0,44
0,26
-0,74
 -0,15
-0,07
-0,10
-0,43
-0,36
0,42
0,05
0,10
-0,26
-1,71%
2010
0,63
1,18
0,94
0,77
1,19
0,85
0,15
0,77
1,15
1,01
1,45
   0,69
11,32%
2011
0,79
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
0,79%


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